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Novas regras para viajar para Europa

ETA, ETIAS e EES: o que muda nas viagens internacionais e tudo o que você precisa saber

Nos últimos anos, viajar para o exterior tem passado por uma transformação importante — e silenciosa. Novos sistemas digitais estão sendo implementados por governos ao redor do mundo com um objetivo claro: aumentar o controle de fronteiras sem necessariamente exigir vistos tradicionais.

Entre esses sistemas, três siglas têm ganhado destaque e devem impactar diretamente a vida dos brasileiros que viajam para a Europa e para o Reino Unido: ETA, ETIAS e EES.

Embora pareçam semelhantes à primeira vista, eles têm funções diferentes e complementares. Entender como cada um funciona é essencial para evitar problemas na imigração e garantir uma viagem tranquila.

ETA: autorização eletrônica para entrar no Reino Unido

O ETA (Electronic Travel Authorization) é uma autorização digital obrigatória para viajantes que desejam entrar no Reino Unido sem a necessidade de visto.

Na prática, ele funciona como uma triagem prévia: antes mesmo de embarcar, o viajante precisa enviar suas informações para análise das autoridades britânicas.

Como funciona na prática

O processo é totalmente online e relativamente simples. O viajante precisa preencher um formulário com dados pessoais, informações do passaporte e detalhes da viagem. Também é necessário pagar uma taxa.

Na maioria dos casos, a resposta é rápida — muitas vezes em poucas horas. No entanto, recomenda-se fazer a solicitação com antecedência, para evitar imprevistos.

Quem precisa solicitar

O ETA será exigido de cidadãos de países que atualmente não precisam de visto para entrar no Reino Unido — incluindo o Brasil.

Ele vale para:

  • Turismo
  • Viagens de negócios
  • Conexões (trânsito)

Validade e regras

Uma vez aprovado, o ETA costuma ter validade de até dois anos, permitindo múltiplas entradas no país. Cada estadia pode durar até seis meses.

Um ponto importante: sem o ETA aprovado, o embarque nem é permitido.

Quando entra em vigor

O sistema começou a ser implementado em 2024 e deve estar totalmente expandido até 2025/2026, abrangendo todos os viajantes elegíveis.

ETIAS: autorização obrigatória para entrar na Europa

Se o ETA é voltado ao Reino Unido, o ETIAS (European Travel Information and Authorization System) será o equivalente para quem pretende visitar países do Espaço Schengen.

Ele não é um visto, mas passa a ser um requisito obrigatório para entrada.

O que é o Espaço Schengen

O Espaço Schengen reúne mais de 30 países europeus que aboliram o controle de fronteiras internas. Entre eles estão destinos populares como França, Itália, Espanha, Alemanha e Portugal.

Com o ETIAS, a entrada nesse bloco passa a depender de uma autorização prévia.

Como funciona o ETIAS

O processo é digital. O viajante preenche um formulário online com:

  • Dados pessoais
  • Informações do passaporte
  • Histórico de viagens e segurança

Essas informações são cruzadas com bancos de dados internacionais. Na maioria dos casos, a aprovação é automática.

Validade e permanência

O ETIAS terá validade de até três anos (ou até o vencimento do passaporte).

Durante esse período, será possível entrar várias vezes na Europa, respeitando a regra clássica:

  • até 90 dias de permanência dentro de um período de 180 dias

Custos

A taxa prevista é de cerca de €7, sendo gratuita para menores de 18 anos e maiores de 70.

Quando começa a valer

A implementação está prevista para 2025, embora possa haver ajustes operacionais no cronograma.

EES: o fim do carimbo no passaporte

Enquanto ETA e ETIAS são autorizações prévias, o EES (Entry/Exit System) atua diretamente no controle de fronteiras.

Ele será adotado pelos países da União Europeia que fazem parte do Espaço Schengen e substituirá o tradicional carimbo no passaporte.

Como o sistema funciona

Ao entrar ou sair da Europa, o viajante terá seus dados registrados digitalmente, incluindo:

  • Informações biométricas (como impressões digitais e reconhecimento facial)
  • Data e local de entrada
  • Data e local de saída

Esse registro cria um histórico preciso da permanência do viajante no continente.

Objetivo do EES

O sistema foi criado para:

  • Reduzir fraudes e permanências ilegais
  • Automatizar o controle migratório
  • Aumentar a segurança nas fronteiras
Novas regras para viajar para Europa

Impacto na prática

Para o viajante, a principal mudança será a digitalização completa do processo. O controle do tempo de permanência será mais rigoroso, e ultrapassar o limite permitido ficará muito mais difícil.

Como ETA, ETIAS e EES se conectam

Apesar de diferentes, os três sistemas fazem parte de uma mesma lógica global de modernização das fronteiras.

Na prática, a jornada do viajante funcionará assim:

  • O ETIAS autoriza sua entrada na Europa antes da viagem
  • O EES registra sua entrada e saída durante a viagem
  • O ETA cumpre esse papel em países fora da União Europeia, como o Reino Unido

Ou seja, há um controle completo antes, durante e depois da viagem.

O que muda para brasileiros

Até pouco tempo atrás, brasileiros podiam viajar para a Europa ou Reino Unido com relativa simplicidade: bastava um passaporte válido e o cumprimento das regras básicas.

Agora, o cenário exige mais planejamento.

Será necessário:

  • Solicitar autorizações antes de viajar
  • Garantir que todos os dados estejam corretos
  • Respeitar rigorosamente os prazos de permanência

Embora não seja mais difícil viajar, o processo ficou mais estruturado — e menos tolerante a erros.

Dicas para evitar problemas

Para garantir uma viagem tranquila, algumas boas práticas passam a ser essenciais:

  • Solicite ETA ou ETIAS com antecedência
  • Verifique a validade do passaporte
  • Tenha comprovantes de hospedagem e retorno
  • Evite inconsistências nas informações fornecidas
  • Controle o tempo de permanência no exterior

Conclusão

O futuro das viagens internacionais aponta para um cenário cada vez mais digital e controlado.

ETA, ETIAS e EES não são barreiras — são filtros. Eles não impedem o turismo, mas exigem mais organização e responsabilidade do viajante.

Para quem se prepara, a experiência continua simples.
Para quem ignora essas mudanças, o risco de imprevistos aumenta consideravelmente.

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